Polícia Federal vai investigar alerta falso da Defesa Civil enviado a celulares na madrugada

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) acionou a Polícia Federal para investigar o ataque hacker que provocou o envio de uma notificação falsa do Defesa Civil alerta a celulares de diversas regiões do país na madrugada deste sábado (20/6).
A plataforma foi tirada do ar às 1h30 da madrugada deste sábado após ter sofrido uma invasão e disparado um alerta, ordenado remotamente por alguém alheio ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.
A mensagem disparada foi do tipo Alerta Extremo e continha a palavra “misantropia” — que significa ódio à humanidade. Provavelmente se trata de um ataque hacker.
O ministério informou que tomará as providências para religar o sistema o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas.
O ministério investiga o acionamento indevido e não autorizado do sistema Defesa Civil Alerta (DCA), ocorrido na madrugada. A plataforma está temporariamente suspensa e a Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI/MIDR) trabalha para o restabelecimento escalonado e seguro do sistema após a identificação de um incidente de segurança cibernética na Interface de Divulgação de Alertas Públicos (IDAP). Não há, até o momento, evidência de dano estrutural ao sistema DCA.
A Polícia Federal já está mobilizada para apurar o acesso indevido à plataforma, responsável pelo envio deliberado de mensagens com conteúdo impróprio e sem relação com eventos reais. A partir do diagnóstico realizado pelos órgãos competentes, serão implementadas medidas para reforçar a segurança do sistema.
De acordo com o levantamento técnico inicial, as transmissões ocorreram entre 23h41 de sexta-feira (19/06) e 1h23 deste sábado (20/06), totalizando 10 disparos indevidos. Nove deles utilizaram a tecnologia cell broadcast, empregada pelo Defesa Civil Alerta, acionando o nível “Extremo”, que emite alerta sonoro em situações de risco iminente. O décimo disparo ocorreu por meio de mensagens de texto via SMS. Houve relatos de alertas não autorizados emitidos nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e no Distrito Federal. Por se tratar de um acionamento não autorizado, o comportamento dos disparos não seguiu o padrão operacional do Defesa Civil Alerta.



