Saúde

Programa estatal de remédios gratuitos estuda oferta de exames na rede física

O Ministério da Saúde publicou, nesta quarta-feira (12), a nova regulamentação do Programa Farmácia Popular , que prevê a modernização tecnológica, ampliação do acesso e aprimora o monitoramento. Será implementado um Grupo de Trabalho para discutir a oferta de novos serviços ao programa, como exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico. Também será avaliado o credenciamento de unidades em áreas vulneráveis, considerando critérios como densidade demográfica e priorizando as periferias dos grandes centros.

Para os locais com maior dificuldade logística, como regiões ribeirinhas e áreas de difícil acesso, será estudado a possibilidade de estruturas alternativas para a assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) , como unidades volantes ou avançadas de atendimento. Com o uso de inteligência artificial, poderá ser implementada a identificação dos pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial, reforçando o monitoramento, a segurança e o combate a fraudes no programa.

“Já chegamos a mais de 23 milhões de usuários beneficiados pelo Farmácia Popular neste ano. A regulamentação moderniza os sistemas de monitoramento das unidades credenciadas e amplia o acesso a serviços, permitindo um acompanhamento mais completo e maior alcance do programa em todo o país”, disse Padilha durando participação no evento da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), em São Paulo.

A oferta efetiva das ações está condicionada às avaliações técnicas nos estados e municípios, pesquisa sanitária e assistencial, de acordo com a necessidade de cada território. Após mais de 20 anos de atuação, a modernização busca garantir a sustentabilidade do programa, agilizar processos e reforçar a segurança.

A atualização da portaria do Farmácia Popular traz, de forma imediata, o aprimoramento do controle e monitoramento das unidades credenciadas, com foco na gestão de risco. O novo modelo visa aprimorar o controle e o monitoramento do programa por meio de sanções administrativas proporcionais à gravidade da situação, com suspensão automática em casos de risco alto ou muito alto. Com a adoção de sistemas automatizados e a digitalização de dados e processos permitem maior acompanhamento

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