Pais de criança que morreu na casa de Amado Batista contestam decisão da Justiça

Os pais da criança de 3 anos que morreu afogada na piscina de uma fazenda do cantor Amado Batista entraram com recurso para contestar a decisão da Justiça que reconheceu culpa concorrente no caso e fixou a indenização a ser paga pelo artista.
Na sentença de primeira instância, a Justiça condenou Amado Batista ao pagamento de R$ 453 mil por danos morais, além de uma pensão mensal aos pais da vítima. O magistrado entendeu que houve responsabilidade do proprietário da fazenda pela falta de medidas de proteção na piscina, mas também atribuiu 30% da responsabilidade aos pais da criança, por considerar que houve falha na supervisão do menino no momento do acidente.
Inconformado com esse entendimento, o casal recorreu ao Tribunal de Justiça pedindo que a culpa concorrente seja afastada. Os pais também solicitam o aumento da indenização para R$ 500 mil e que a pensão mensal seja recalculada com base em 100% do salário mínimo, e não sobre o percentual estabelecido na sentença.
O caso ocorreu em maio de 2022, na fazenda de Amado Batista, em Goianápolis (GO), onde os pais trabalhavam como caseiros. A criança morreu após se afogar na piscina da propriedade. A defesa do cantor sustenta que a família também teve responsabilidade pelo acidente e já informou que pretende recorrer da condenação.
Agora, caberá ao Tribunal de Justiça analisar os recursos apresentados pelas duas partes e decidir se mantém ou altera a sentença.



