Cidades

Prefeitura de Goiânia intensifica trabalho de enfrentamento da violência contra a mulher durante campanha Agosto Lilás

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Patrulha Mulher Mais Segura, da Guarda Civil Metropolitana (GCM), intensifica o trabalho de acolhimento, fiscalização do cumprimento de medidas protetivas e orientação às mulheres em situação de violência durante o mês de agosto, dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A campanha Agosto Lilás reforça a importância das ações preventivas e da atuação integrada da rede de proteção.

A relevância dessas ações é evidenciada pelos dados do estudo Retrato dos Feminicídios no Brasil, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que analisou os casos registrados entre 2021 e 2024. O levantamento revela que, para cada feminicídio consumado, são registradas 2,7 tentativas, demonstrando que a violência costuma apresentar sinais e escaladas antes de resultar na morte da vítima.

O estudo também mostra que 80,7% dos feminicídios são cometidos por companheiros (59,4%) ou ex-companheiros (21,3%), enquanto apenas 4,9% dos autores são pessoas desconhecidas da vítima. Em 66,3% dos casos, os crimes ocorrem dentro da residência da mulher, evidenciando que o ambiente doméstico ainda é o local de maior risco para milhares de brasileiras.

Outro dado que chama a atenção é que quase 87% das mulheres assassinadas não possuíam medida protetiva de urgência. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, isso demonstra que, na maioria dos casos, os mecanismos legais de proteção não conseguiram alcançar essas mulheres a tempo. O levantamento também aponta que 62,6% das vítimas de feminicídio são mulheres negras, evidenciando o impacto da desigualdade racial na violência de gênero.

Em Goiânia, a Patrulha Mulher Mais Segura atua para fortalecer essa rede de proteção e evitar que situações de violência evoluam para casos mais graves. Entre janeiro e julho de 2026, a equipe realizou 3.114 atendimentos a mulheres assistidas pelo programa. No mesmo período, foram efetuados 199 encaminhamentos para atendimento psicológico, orientação jurídica, serviços da rede de proteção e casas de acolhimento.

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