Economia brasileira cresce 2,3% em 2025 puxada pela agropecuária, aponta IBGE

A economia brasileira encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço foi impulsionado principalmente pelo forte desempenho da agropecuária, que registrou expansão de dois dígitos ao longo do ano.
De acordo com o levantamento, o Produto Interno Bruto (PIB) somou cerca de R$ 12,7 trilhões em valores correntes. O resultado mantém o país em trajetória positiva, embora em ritmo menor do que o observado em 2024, quando a alta foi mais robusta.
Agropecuária lidera crescimento
O grande destaque do ano foi o setor agropecuário, beneficiado por safras recordes de soja e milho, além do bom desempenho da pecuária. O avanço expressivo do campo teve papel decisivo para sustentar o crescimento geral da economia, compensando a desaceleração em outros segmentos.
Especialistas apontam que condições climáticas favoráveis e aumento da produtividade contribuíram para o resultado histórico do setor.
Serviços e indústria
O setor de serviços também apresentou crescimento, ainda que mais moderado, puxado por atividades financeiras, informação e comunicação. Já a indústria teve desempenho mais contido, com expansão concentrada principalmente nas indústrias extrativas, como petróleo e minério.
No quarto trimestre, o PIB registrou leve alta em relação aos três meses anteriores, indicando desaceleração no ritmo de crescimento ao fim do ano.
Cenário econômico
O resultado de 2025 ocorre em um contexto de juros ainda elevados, utilizados como instrumento de controle da inflação. Analistas avaliam que o ambiente macroeconômico mais restritivo limitou uma expansão maior da atividade econômica.
O PIB per capita também avançou no período, refletindo melhora na renda média dos brasileiros, embora em ritmo inferior ao da agropecuária.
Com o desempenho consolidado, o mercado agora volta as atenções para as projeções de 2026, em meio a debates sobre política fiscal, trajetória dos juros e sustentabilidade do crescimento.



