Senado gastou mais de R$ 2,3 mi com passagens para escolta policial a parlamentares

O Senado Federal desembolsou mais de R$ 2,3 milhões em passagens aéreas para o deslocamento de agentes da Polícia Legislativa responsáveis pela escolta de parlamentares. Os gastos referem-se a viagens realizadas para acompanhar senadores em compromissos oficiais dentro e fora de seus estados de origem.
As despesas incluem bilhetes aéreos, taxas de embarque, franquia de bagagem, marcação de assentos e custos com remarcações ou cancelamentos. Segundo a Casa, os valores estão dentro das normas administrativas e fazem parte da estrutura de segurança oferecida aos membros do Congresso Nacional.
De acordo com o Senado, a concessão de escolta policial ocorre mediante análise de risco, que leva em conta fatores como ameaças, exposição pública e o cargo exercido. O serviço pode ser autorizado não apenas para os parlamentares, mas também, em situações específicas, para familiares, desde que haja justificativa formal. A decisão final cabe à Presidência do Senado.
Por questões de segurança institucional, informações detalhadas como nomes dos parlamentares escoltados, agentes envolvidos, rotas e datas das viagens não são divulgadas ao público. A Casa afirma que o sigilo é necessário para preservar a integridade dos protegidos e dos policiais.
O montante gasto reacende o debate sobre os custos da segurança de autoridades e a transparência nas despesas do Legislativo. Embora o Senado sustente que os valores seguem a legislação vigente e normas internas, especialistas em contas públicas defendem maior detalhamento dos gastos, ainda que com salvaguardas para não comprometer a segurança.
Os gastos com escolta policial somam-se a outras despesas do Congresso e costumam gerar questionamentos recorrentes sobre o equilíbrio entre segurança institucional e controle do uso de recursos públicos.



