Política

Hugo Motta sinaliza cautela sobre anistia de 8 de Janeiro e reforça papel estratégico do Congresso

O líder do Republicanos na Câmara, Hugo Motta (PB), adotou tom político calculado ao afirmar, nesta segunda-feira (1º), que a proposta de anistia aos presos do 8 de Janeiro será avaliada “no momento certo”. A declaração reflete a postura de partidos do centro, que buscam evitar desgaste imediato em um tema que divide o país e pode influenciar o cenário eleitoral de 2026.

Ao condicionar o debate a um “tempo adequado”, Motta sinaliza que o Centrão pretende administrar a pauta de forma estratégica, evitando confronto direto nem com a base bolsonarista, que pressiona pela anistia, nem com o Palácio do Planalto, que considera o assunto um risco de fragilização institucional.

“Esse assunto será analisado no momento certo. O Congresso tem a responsabilidade de debater de forma serena, levando em consideração a democracia, o Estado de Direito e a pacificação do país”, declarou o deputado.

Nos bastidores, a leitura é de que o tema pode ser usado como moeda política em futuras negociações, especialmente no período pré-eleitoral. O Republicanos, partido que transita entre o bolsonarismo e a composição com o governo, aparece como peça-chave nesse tabuleiro.

Enquanto isso, mais de 80 pessoas seguem presas por participação direta nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília. A anistia, vista por opositores como tentativa de reescrever a gravidade dos atos, tende a se transformar em um dos pontos de maior embate no Congresso nos próximos meses.

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