Pedágios da BR-153 ficam mais caros e impactam bolso dos motoristas

Os motoristas que trafegam pela BR-153, importante corredor rodoviário que liga as regiões Centro-Oeste e Sudeste, já sentem no bolso os novos valores de pedágio que entraram em vigor neste mês de março de 2026. Em alguns trechos, o reajuste chegou perto de 100%, gerando reclamações entre usuários frequentes da via.
Reajustes chamam atenção
Entre as principais praças de pedágio, os novos valores para carros de passeio variam de R$ 12 a R$ 15,60. Em Goiás, o aumento foi um dos mais expressivos, como em Piracanjuba, onde a tarifa praticamente dobrou. Já em Minas Gerais, os preços também foram atualizados, mas com variações menores.
Para motoristas que percorrem longas distâncias, o impacto é ainda maior. Uma viagem entre Goiás e Minas pode custar quase R$ 140 apenas em pedágios (ida e volta), elevando significativamente o custo do deslocamento.
Transporte de cargas também é afetado
O reajuste não atinge apenas veículos leves. Caminhões e ônibus, que pagam por eixo, podem desembolsar valores que ultrapassam R$ 100 em determinadas praças. O aumento preocupa transportadores, que temem repassar os custos ao consumidor final.
Motivo do aumento
O reajuste está ligado à nova concessão da rodovia, agora administrada pela empresa Way-153. O contrato prevê investimentos bilionários em melhorias, como duplicação de trechos, recuperação do pavimento e ampliação de serviços aos usuários.
Segundo a concessionária, os valores são necessários para garantir a execução das obras e a manutenção da qualidade da via.
Apesar da promessa de melhorias, muitos motoristas criticam o aumento expressivo, especialmente em um curto período. Usuários cobram mais transparência e agilidade na entrega das obras prometidas.
Especialistas apontam que o desafio será equilibrar os investimentos com tarifas acessíveis, evitando impactos mais amplos na economia, principalmente no custo do transporte de mercadorias.



