Segurança

PCGO cumpre 32 mandados contra associação criminosa investigada por aplicar golpes que levaram idosa à morte

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), por intermédio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e das Polícias Civis dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, deflagrou, nesta quarta-feira (17), a Operação Golpe Fatal.

A ação tem como objetivo o cumprimento de 16 mandados de prisão temporária, 16 mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens avaliados em aproximadamente R$ 500 mil. As medidas judiciais são cumpridas nos municípios de São Paulo/SP, Guarujá/SP, Rio de Janeiro/RJ, Duque de Caxias/RJ, São Pedro da Aldeia/RJ e Rio das Ostras/RJ, em desfavor de integrantes de associação criminosa especializada na prática do chamado “Golpe da Falsa Central Bancária”, do “Golpe da Mão Fantasma” e na lavagem de capitais provenientes das fraudes.

As investigações apontam que os criminosos abordaram uma idosa, passando-se por integrantes do setor de segurança de uma instituição bancária federal. Em seguida, um dos investigados assumiu falsamente a identidade de um delegado da Receita Federal, utilizando imagens de servidores públicos para conferir aparente credibilidade ao golpe. A vítima passou a ser submetida a intensa pressão psicológica, sendo convencida de que estava envolvida em uma suposta investigação federal e de que deveria seguir rigorosamente as orientações repassadas.

Durante cerca de 12 dias, a vítima realizou diversas transferências bancárias acreditando estar protegendo seus recursos em contas seguras indicadas pelos supostos agentes. Posteriormente, ao perceberem obstáculos impostos pelos mecanismos de segurança bancária, os investigados induziram a vítima a instalar aplicativo de acesso remoto em seu aparelho celular, assumindo o controle do dispositivo e ampliando a fraude por meio da modalidade conhecida como “Golpe da Mão Fantasma”.

Os valores transferidos foram rapidamente pulverizados por meio de diversas operações financeiras destinadas a contas de terceiros utilizadas para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Segundo a investigação, após constatar o prejuízo financeiro sofrido e o grau de manipulação psicológica a que foi submetida, a vítima tirou a própria vida. Mesmo após o falecimento, os investigados continuaram enviando mensagens ao aparelho celular da vítima na tentativa de obter novos valores.

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