Política

Flávio Bolsonaro aparece filiado a outro partido, mas TSE restabelece vínculo com o PL

O senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrentou nesta quinta-feira (13) um imprevisto que colocou em risco, ainda que temporariamente, o registro de sua candidatura à Presidência da República. O sistema da Justiça Eleitoral passou a apontar o senador como filiado ao partido Missão, e não ao Partido Liberal (PL), legenda pela qual pretende disputar as eleições de 2026.
A alteração ocorreu na quarta-feira (12) e, de acordo com as informações divulgadas, acabou cancelando automaticamente o registro anterior de Flávio no PL. Como a legislação eleitoral exige filiação partidária regular dentro do prazo previsto para quem pretende disputar a eleição, a situação impediu inicialmente que a campanha formalizasse o pedido de registro da candidatura pelo PL.
A equipe de Flávio afirmou que não houve autorização para a filiação ao Missão e classificou o episódio como uma possível fraude. O próprio partido Missão também negou responsabilidade e afirmou ter sido vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta. A legenda informou que pretende fornecer registros de acesso, e-mails e endereços de IP para ajudar na investigação.
TSE corrige situação
Diante da urgência, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira o cancelamento da filiação de Flávio ao Missão e o restabelecimento de sua filiação ao PL. A decisão também liberou o sistema eleitoral para que o partido possa prosseguir com o registro da candidatura presidencial.
Nunes Marques determinou ainda a preservação dos registros de acesso relacionados à alteração cadastral e encaminhou o caso para investigação da Polícia Federal, que deverá apurar quem realizou a mudança e em quais circunstâncias.
Com a decisão, o PL recupera o caminho para formalizar a candidatura de Flávio Bolsonaro. O prazo para o registro das candidaturas termina às 19h deste sábado (15), enquanto a campanha eleitoral começa oficialmente no domingo (16).
O episódio, porém, acrescenta mais uma crise ao já acirrado cenário das eleições de 2026 e deverá continuar sob investigação das autoridades eleitorais e da Polícia Federal.

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