FGTS para renegociação de dívidas já liberou mais de R$ 62 milhões; saiba como usar

O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociação de dívidas já movimentou mais de R$ 62,2 milhões em todo o país. Segundo dados do Ministério da Fazenda, cerca de 110 mil operações foram realizadas até 23 de julho, dentro do programa Novo Desenrola Brasil.
A medida permite que trabalhadores utilizem parte do saldo do FGTS para quitar ou reduzir dívidas bancárias com condições mais vantajosas. O programa foi prorrogado até 31 de agosto de 2026.
Como funciona
O trabalhador pode autorizar o uso de até 20% do saldo total do FGTS (contas ativas e inativas) ou até R$ 1.000, prevalecendo o maior valor disponível, para amortizar ou quitar dívidas em atraso. O dinheiro não é sacado pelo trabalhador: a Caixa transfere diretamente o valor para a instituição financeira após a formalização do acordo.
Quem pode participar
Podem aderir trabalhadores que:
tenham saldo disponível no FGTS;
possuam renda de até cinco salários mínimos;
tenham dívidas elegíveis, como cartão de crédito, cheque especial ou crédito pessoal, conforme as regras do programa.
Como solicitar
O processo é feito pelo aplicativo do FGTS:
Acesse o app com sua conta Gov.br;
Autorize a instituição financeira a consultar seu saldo;
Negocie a dívida com o banco;
Após a aprovação, a Caixa fará a transferência do valor diretamente ao credor.
O governo estima que até R$ 8,2 bilhões do FGTS possam ser utilizados para ajudar trabalhadores a renegociar dívidas e reduzir o endividamento das famílias brasileiras.



