Saúde

Ozempic pode ficar mais barato no Brasil após queda de patente

A quebra da patente do medicamento Ozempic no Brasil, ocorrida em março de 2026, abre caminho para a chegada de versões concorrentes e reacende a expectativa de redução nos preços. O remédio, amplamente utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e também popularizado pelo uso para emagrecimento, é hoje um dos mais caros nas farmácias do país.
A partir de agora, outras farmacêuticas podem desenvolver medicamentos à base de semaglutida, substância ativa do Ozempic. No entanto, apesar da liberação, especialistas alertam que a queda no preço não será imediata.
Aprovação ainda é necessária
Antes de chegarem às prateleiras, os novos produtos precisam passar pela análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O processo inclui testes de eficácia, segurança e qualidade, o que pode levar meses.
Além disso, por se tratar de um medicamento biológico, os concorrentes não serão genéricos tradicionais, mas sim biossimilares — versões que exigem tecnologia mais avançada e custos elevados de produção.
Redução deve ser gradual
A expectativa do mercado é que os primeiros concorrentes comecem a surgir ainda em 2026, mas o impacto real no bolso do consumidor deve acontecer de forma progressiva.
No cenário inicial, a redução pode ser moderada. Com o aumento da concorrência ao longo dos próximos anos, a tendência é de uma queda mais significativa nos preços.
Preço ainda é alto
Atualmente, o Ozempic pode custar entre R$ 800 e R$ 1.000 por caneta no Brasil, valor que pesa no orçamento de muitos pacientes que dependem do medicamento.
Alerta ao consumidor
Com o aumento da procura e a expectativa de versões mais baratas, autoridades reforçam a importância de adquirir apenas medicamentos regularizados pela Anvisa. Produtos falsificados ou irregulares podem representar riscos graves à saúde.

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