Trump acusa Dinamarca de não conter Rússia na Groenlândia e diz que ‘chegou a hora’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom nas relações com aliados europeus ao acusar a Dinamarca de falhar na contenção da presença russa na Groenlândia. Em declaração publicada nas redes sociais, Trump afirmou que “chegou a hora” de agir diante do que classificou como uma ameaça estratégica no Ártico.
Segundo o presidente americano, a Dinamarca teria sido alertada ao longo de décadas por aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobre a importância de reforçar a segurança da ilha, território autônomo sob soberania dinamarquesa. Para Trump, a suposta inação abriu espaço para a expansão da influência russa na região.
A fala reacende a polêmica em torno do interesse dos Estados Unidos na Groenlândia, considerada estratégica por sua localização no Ártico, proximidade com rotas militares e comerciais e potencial de recursos naturais. Ainda durante mandatos anteriores, Trump já havia defendido publicamente a ideia de que os EUA deveriam assumir o controle do território, inclusive sugerindo a possibilidade de compra — proposta que foi rejeitada de forma categórica por autoridades dinamarquesas e pelo governo local da Groenlândia.
Em reação às declarações mais recentes, representantes da Dinamarca reforçaram que a Groenlândia não está à venda e que a segurança da região é garantida em coordenação com a Otan. Autoridades europeias também manifestaram preocupação com a retórica do presidente americano, avaliando que ela pode aumentar tensões entre aliados em um momento de instabilidade geopolítica global.
A União Europeia acompanha o caso com atenção, enquanto líderes do bloco defendem o respeito à soberania dinamarquesa e ao princípio da autodeterminação da Groenlândia. Já analistas internacionais avaliam que o discurso de Trump busca pressionar aliados e reforçar a presença dos Estados Unidos no Ártico, região cada vez mais disputada por potências como Rússia e China.
O episódio sinaliza um novo capítulo nas tensões diplomáticas envolvendo a Groenlândia e evidencia o peso crescente do Ártico no tabuleiro geopolítico internacional



