Após ciclone extratropical, 1,3 milhão de imóveis seguem sem energia em São Paulo

A passagem de um ciclone extratropical pelo Sudeste deixou um rastro de destruição e provocou um dos maiores apagões recentes em São Paulo. Na manhã desta quinta-feira (11), mais de 1,3 milhão de imóveis permaneciam sem energia elétrica em toda a Grande São Paulo, segundo balanços divulgados pelas concessionárias.
A capital é a área mais afetada, com cerca de 900 mil unidades consumidoras ainda no escuro. Em alguns bairros, moradores relatam mais de 12 horas sem fornecimento. No pico da tempestade, entre a noite de quarta e a madrugada de quinta, até 2 milhões de clientes chegaram a ficar sem luz.
O ciclone trouxe rajadas de vento próximas de 100 km/h, o suficiente para derrubar árvores, romper cabos e danificar estruturas da rede elétrica. Em vários pontos da cidade, também houve registro de quedas de postes e bloqueio de vias.
O apagão impactou outros serviços essenciais. A falta de energia afetou o bombeamento de água, reduzindo temporariamente a pressão em algumas regiões. A capital também amanheceu com semáforos apagados, complicando o trânsito já carregado do período da manhã. Nos aeroportos, as condições adversas contribuíram para o cancelamento e atraso de diversos voos.
A Enel, concessionária responsável pelo fornecimento na maior parte da região, afirma que equipes trabalham em regime de emergência e que a prioridade é restabelecer o serviço em hospitais, escolas, unidades de saúde e áreas de grande circulação. A empresa informou ter acionado geradores e reforçado o efetivo de campo.
A prefeitura de São Paulo e órgãos reguladores, como a Aneel, pediram explicações sobre a resposta da distribuidora diante da dimensão do apagão e da recorrência de eventos extremos. Técnicos avaliam os danos e estudam medidas para evitar novos colapsos na rede em situações de vento forte.
A expectativa é de que o restabelecimento ocorra de forma gradual ao longo do dia, mas ainda não há previsão oficial para a normalização completa. Enquanto isso, milhares de moradores seguem enfrentando um cenário de instabilidade, silêncio de geladeiras, ruas escuras e serviços paralisados — sinais de que o ciclone deixará impactos além do mau tempo.



