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Trump diz que não vai se envolver após Flávio Bolsonaro se declarar “presidente eleito” em carta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (28) que não pretende se envolver na crise política brasileira após o senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgar uma carta na qual se declarou “verdadeiro presidente eleito” do Brasil, mesmo após a derrota nas urnas para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Questionado por jornalistas sobre a declaração, Trump confirmou que o governo norte-americano autorizou a entrada de Flávio e de seus familiares nos Estados Unidos. Apesar disso, o presidente evitou comentar diretamente a iniciativa do parlamentar.
“Não vou me envolver”, afirmou Trump, que também classificou a eleição brasileira como “muito estranha”, sem apresentar provas que sustentassem questionamentos sobre o resultado.
Flávio muda o conteúdo da carta
Na primeira versão do documento divulgado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do país e alegou, sem apresentar provas, que houve irregularidades no processo eleitoral.
Posteriormente, o senador retirou a publicação original e divulgou uma nova versão, na qual passou a se apresentar como “líder do Brasil”. Ele também afirmou que pretende liderar a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos.
Na carta, Flávio agradeceu ao presidente norte-americano e ao presidente da Argentina, Javier Milei, pelo apoio relacionado à sua saída do Brasil.
Resultado eleitoral segue reconhecido
A declaração do senador provocou repercussão no cenário político e levantou questionamentos sobre sua estratégia após a derrota eleitoral. O resultado das eleições foi reconhecido pelas autoridades eleitorais brasileiras.
Embora Trump tenha voltado a questionar publicamente a votação, sua declaração de que não pretende se envolver indica que ele não anunciou apoio formal à tentativa de Flávio de se apresentar como presidente eleito.
O episódio acrescenta um novo capítulo à tensão política entre aliados de Flávio Bolsonaro e o governo brasileiro, além de colocar em evidência os possíveis reflexos diplomáticos da tentativa de contestação do resultado eleitoral.

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