Trump oficializa “Conselho da Paz” em Davos com foco inicial em Gaza e ampla ambição global

Em uma cerimônia realizada nesta quarta-feira (21), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou a criação do chamado Conselho da Paz (Board of Peace), um novo organismo internacional que, segundo ele, terá papel central na mediação de conflitos e na promoção da estabilidade global.
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A iniciativa foi apresentada por Trump em 2025 com foco principal na consolidação do cessar-fogo e na reconstrução da Faixa de Gaza após anos de conflito entre Israel e o Hamas. O lançamento formal da carta constitutiva aconteceu diante de autoridades e representantes de vários países convidados, em um clima de expectativa diplomática e ceticismo.
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Durante seu discurso na cerimônia, Trump afirmou que o Conselho da Paz já começou a funcionar e “está funcionando maravilhosamente bem”, elogiando os integrantes presentes e minimizando a ausência de aliados europeus tradicionais dos Estados Unidos.
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Estrutura e objetivos
O novo organismo foi concebido com um mandato amplo, inicialmente ligado ao processo de pacificação e reconstrução em Gaza, mas com potencial para atuar em outros conflitos internacionais. Trump sugeriu que o conselho poderia trabalhar em conjunto com as Nações Unidas, embora suas declarações tenham gerado debates sobre uma eventual sobreposição ou até substituição das funções da ONU.
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O estatuto do conselho prevê uma contribuição de US$ 1 bilhão por assento permanente, uma proposta que tem gerado questionamentos diplomáticos sobre a sustentabilidade e imparcialidade da iniciativa.
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Adesão e reação internacional
Cerca de 60 países foram convidados a participar do conselho, incluindo nações do Oriente Médio, África, Ásia e América Latina. Entre os confirmados estão Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Catar, Jordânia e Turquia. No entanto, importantes aliados europeus dos EUA não estiveram presentes na cerimônia, o que ressalta um apoio internacional mais fragmentado do que indicado pelas autoridades americanas.
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A ausência de países como Reino Unido, França e outros membros da União Europeia gerou sinais de hesitação sobre o papel e a legitimidade do novo conselho, especialmente diante das estruturas multilaterais já existentes — em especial a ONU.



