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tarifaço dos EUA derruba confiança da indústria exportadora brasileira

A nova rodada de tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros acendeu o alerta entre empresários e analistas do comércio exterior. O chamado tarifaço atinge setores estratégicos da economia nacional, reduzindo a competitividade e comprometendo as projeções de crescimento das exportações em 2025.

De acordo com entidades industriais, os segmentos mais afetados são o siderúrgico, o de calçados e o de alimentos processados. Empresas que dependem fortemente do mercado norte-americano já registram queda de pedidos e retração no fechamento de contratos futuros.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a medida como “um golpe duro à confiança do setor exportador brasileiro” e defendeu que o governo federal intensifique negociações diplomáticas para reverter ou minimizar os impactos.

Especialistas avaliam que o movimento dos EUA está relacionado a uma política de proteção interna, voltada para fortalecer sua indústria e reduzir a dependência de fornecedores externos em áreas estratégicas. “Trata-se de um cenário de insegurança que pode afastar investimentos e obrigar empresas brasileiras a buscar novos mercados, especialmente na Ásia e na África”, afirmou o economista João Ferreira, consultor em comércio internacional.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que acompanha o caso e não descarta acionar organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), para contestar as medidas.

Enquanto isso, empresários já revisam planos de expansão e projetam um ano de desafios. “Nossa margem foi praticamente eliminada com o aumento das tarifas. Agora precisamos redirecionar esforços para outros destinos”, disse o diretor de uma companhia de calçados do Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul.

O tarifaço norte-americano surge em um momento delicado, quando o Brasil buscava ampliar sua presença em mercados globais e consolidar uma imagem de fornecedor confiável. Com isso, o setor produtivo teme que o episódio gere um efeito cascata em outros parceiros comerciais, aumentando a incerteza no horizonte das exportações

brasileiras.

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