Saúde

Sucesso do transplante capilar vai além da cirurgia bem-sucedida

Clínicas apostam em acompanhamento médico de até um ano pós-procedimento, com sessões mensais de laserterapia e mesoterapia, que aplica vitaminas e medicamentos direto no couro cabeludo

Os cuidados pós-operatórios para o sucesso de uma cirurgia de transplante capilar vão muito além das recomendações de proteção ao couro cabeludo e repouso nos primeiros dias. A maioria das clínicas oferece ao paciente uma série de procedimentos e acompanhamento, que vão, geralmente, até ao 12º mês após a implantação dos folículos.

O dermatologista Domingos Coelho, que é membro da Associação Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar (ABCRC) e sócio-fundador da Clínica Capilife, explica que, dentre os cuidados que a clínica oferece no pós-cirurgia estão a primeira lavagem e demonstração de como elas devem ser realizadas nos primeiros 15 dias; sessões de tratamento e consultas mensais, e orientação e indicação dos melhores produtos e medicamentos a serem utilizados.

“No dia seguinte à cirurgia acontece a primeira lavagem na clínica e a primeira avaliação e instrução do processo pós-cirúrgico. Já fazemos também a laserterapia, para ajudar na cicatrização e evitar infecções”, explica Domingos. Na Capilife, que possuiu unidades em Anápolis e Goiânia, já foram realizadas mais de 3,5 mil cirurgias de transplante capilar.

Após o paciente receber essas primeiras orientações, a equipe de terapia capilar passa a acompanhá-lo à distância pelos próximos 15 dias. “Esse período é o que chamamos de ‘pega do folículo’. O paciente envia fotos e tem um acompanhamento personalizado com a equipe terapêutica capilar. Eles monitoram tudo, a lavagem, os cuidados, e estão disponíveis 24 horas por dia”, explica o também cirurgião e sócio-fundador da Capilife, Jefferson Freitas.

Nesta fase mais delicada do processo de cicatrização dos folículos, os pacientes só devem utilizar para a higiene e cicatrização produtos recomendados ou autorizados pela equipe médica. A própria clínica disponibiliza xampus à base de calmantes naturais e ozonizados, que ajudam na cicatrização, evitam infecções e mantêm o folículo limpo. Caso o paciente opte por produtos de sua preferência, a equipe avalia a composição para liberar ou não o uso. Passados os 15 primeiros dias, se não houver contratempos, a equipe autoriza o paciente a lavar o cabelo normalmente, no chuveiro.

O primeiro retorno à clínica se dá um mês após o procedimento, quando o paciente passa por avaliação, recebe orientações e faz a laserterapia e a mesoterapia, ou intradermoterapia, em que recebe aplicação de um coquetel de vitaminas e de fatores de crescimento por via intradérmica. Ao todo, são, no mínimo, seis sessões mensais que a Capilife oferece a cada um dos pacientes. “Se observarmos que tem um cabelo que não está evoluindo de acordo com o que tem que evoluir, ajustamos o tratamento, fazemos exames e tudo o que for necessário”, diz Domingos Coelho.

Recentemente, coube ao cirurgião Jefferson Freitas visitar o governador Ronaldo Caiado para fazer uma das avaliações mensais pós-transplante. “Saindo aqui do Palácio das Esmeraldas. O cabelinho tá só crescendo. Ele estava um pouco preocupado porque o cabelo caiu. Mas isso é normal, ele está com 50 dias de cirurgia. Então, no pós-cirurgia é normal o cabelo cair. Isso foi bem orientado para ele. Agora, estou mais tranquilo”, disse Jefferson, em vídeo gravado para as redes sociais.

Os cirurgiões explicam que nos seis primeiros meses o cabelo implantado se desenvolve aproximadamente 50% do resultado final. “Isso faz com que se tenha um transplante com segurança, por isso monitoramos o paciente nesse período”. Se tudo estiver bem, o cuidado pode então deixar de ser tão intenso, e o retorno acontece apenas quando se completar um ano.

No entanto, fica a critério do paciente fazer sessões extras, a cada dois meses, por exemplo, caso queira melhorar ainda mais a saúde dos fios. “Depende da vontade ou da necessidade do paciente. O importante é que a equipe da Capilife jamais perde o contato com ele. Temos paciente que fez cirurgia com a gente há oito anos, e está sempre em contato, sendo acompanhado”, ressalta Domingos Coelho.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo