Se não for combatida, poluição plástica pode triplicar até 2060, diz ONU

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma/ONU) afirma que se um acordo internacional não for firmado a poluição plástica poderá triplicar até 2060.
A defesa de um acordo amplo vem no momento em que 618 organizações observadoras, cientistas, ambientalistas e representantes da indústria estão reunidos em Genebra, na Suíça, para finalizar um tratado global de combate à crise de resíduos plásticos e do seu impacto na saúde humana, na vida marinha e na economia.
Ao todo, estão reunidos em Genebra representantes de 179 países, que entre 5 e 14 de agosto vão analisar um documento de 22 páginas que contém 32 rascunhos de artigos em discussão.
O objetivo é que esse documento seja um instrumento jurídico global, ou seja, um ponto de partida para as negociações de um tratado internacional sobre plásticos definitivo. A principal ideia é que esse tratado tenha o mesmo peso que o Acordo Climático de Paris em relação aos combustíveis fósseis.
Esse é justamente um dos principais pontos de discordância para um tratado como esse, pois os países produtores de petróleo bruto e gás natural fornecem os componentes básicos dos plásticos. Ao assinarem o documento, eles precisam concordar com a ideia principal do tratado, que é sair somente da reciclagem para uma transformação que leve a uma economia circular. Isso implica todo o ciclo de vida dos plásticos, da produção ao descarte.



