Prévia da inflação desacelera em março, mas preço dos alimentos têm alta, mostra IBGE

A prévia da inflação oficial do país desacelerou em março, mas o alívio no índice geral não foi suficiente para suavizar o impacto no bolso dos brasileiros. Isso porque os preços dos alimentos voltaram a subir e seguem como principal fator de pressão, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,44% em março. O resultado representa uma desaceleração em relação a fevereiro, quando o índice havia avançado 0,84%.
Apesar da perda de força no índice geral, o grupo de alimentação e bebidas apresentou aumento de 0,88% no mês, sendo o principal responsável pela pressão inflacionária. A elevação nos preços de itens básicos reforça a sensação de encarecimento no dia a dia, especialmente nas compras de supermercado.
Além dos alimentos, outros itens também contribuíram para o resultado de março. As passagens aéreas tiveram alta expressiva, enquanto o diesel registrou aumento, refletindo fatores internos e externos que ainda impactam os custos.
No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 soma alta de 3,90%, indicando uma inflação mais controlada dentro da meta estabelecida pelo governo. Ainda assim, a composição do índice preocupa especialistas, já que os aumentos estão concentrados em setores essenciais.
Economistas avaliam que, mesmo com a desaceleração, o cenário exige atenção. Fatores como a variação do preço do petróleo no mercado internacional e questões climáticas que afetam a produção de alimentos podem continuar influenciando os preços nos próximos meses.
Na prática, o resultado mostra que a inflação dá sinais de trégua, mas o custo de vida segue elevado para grande parte da população, principalmente quando se trata de itens básicos como a alimentação.



