Saúde

Infectologista alerta para riscos de automedicação em caso de sintomas de Covid-19

Cerca de 80% da população brasileira acima de 16 anos, em algum momento da vida, se automedicou, ou seja, usou um medicamento por conta própria, sem recomendação médica. Os dados são de pesquisa do Conselho Federal de Farmácia (CFF), de 2019, encomendada ao Instituto Datafolha. Com a pandemia do novo coronavírus, a tendência é que essa estatística aumente de forma preocupante, já que não existe remédio para o vírus. É o que avalia a Infectologista do Hospital de Câncer Araújo Jorge, Cássia Godoy. “O consumo tendeu a se acentuar com a epidemia do Covid. Se as pessoas usam por conta própria medicamentos já em períodos não críticos como esse, a Covid acaba trazendo essa ansiedade. Pelo medo, as pessoas acabam por aumentar essa automedicação”, analisa. A responsável pelo acesso e regulamentação de medicamentos, se precisam ou não de prescrição médica é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que também fiscaliza a comercialização e o consumo dos fármacos no Brasil, inclusive dentro de unidades de saúde como hospitais. A infectologista aponta as justificativas da população para o uso de medicamentos por conta própria, sem considerar os riscos, e que o problema pode estar dentro de casa ou até mesmo, atrás do balcão dos estabelecimentos.

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