Megaoperação no Rio de Janeiro deixa 64 mortos e 81 feridos

Uma megaoperação das forças de segurança no Rio de Janeiro deixou 64 mortos e 81 feridos nesta terça-feira (28), segundo balanço oficial divulgado pela Secretaria de Segurança Pública. A ação, que mobilizou centenas de agentes das polícias Civil, Militar e Federal, além de apoio aéreo e terrestre das Forças Armadas, teve como alvo facções criminosas e grupos paramilitares que atuam em comunidades da Zona Norte e da Baixada Fluminense.
De acordo com o governo estadual, a operação foi planejada após meses de investigação sobre o avanço de milícias e traficantes em áreas dominadas por facções rivais. Entre os mortos, há suspeitos, civis e agentes de segurança, segundo informações preliminares ainda em apuração.
Moradores relataram intensos confrontos durante toda a madrugada e parte da manhã, com tiroteios, barricadas e veículos incendiados. Escolas e unidades de saúde foram fechadas, e o transporte público foi suspenso em diversos pontos da cidade.
O governador Cláudio Castro defendeu a ação, classificando-a como “uma resposta firme do Estado contra o crime organizado que aterroriza a população”. Já entidades de direitos humanos criticaram a operação, apontando possíveis excessos e violações de direitos.
O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias das mortes e eventuais abusos cometidos durante a operação. A Defensoria Pública também acompanha o caso e solicitou informações oficiais sobre as vítimas.
Esta é considerada uma das operações mais letais da história recente do estado, reacendendo o debate sobre o uso da força policial e as políticas de segurança pública adotadas no Rio de Janeiro



