Lula se reúne com Paulo Gonet em meio a envio de relatório da PF ao STF sobre Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu na manhã desta quinta-feira (12) o procurador-geral da República, Paulo Gonet, no Palácio do Planalto, em um encontro que ocorre em meio à repercussão do relatório da Polícia Federal (PF) encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso do Banco Master.
O relatório, elaborado a partir da perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco em liquidação, foi enviado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, também à Procuradoria-Geral da República (PGR), órgão chefiado por Gonet, para análise.
Segundo interlocutores no Planalto, a reunião — que durou cerca de 30 minutos — tratou dos desafios das grandes apurações em curso no país, com ênfase na necessidade de condução técnica e rigorosa dos inquéritos que envolvem instituições financeiras e empresas de apostas.
O encontro, que não constou na agenda oficial do presidente, já havia sido acordado entre Lula e Gonet durante a solenidade de abertura do ano judiciário no início do mês. Auxiliares palacianos minimizam qualquer vínculo direto da conversa com os desdobramentos do caso Banco Master, afirmando que o foco foi institucional e voltado às investigações em curso.
Relatório da PF e crise no STF
O relatório da PF que motivou o envio ao STF inclui menções ao ministro Dias Toffoli, relator dos processos relacionados ao Banco Master no tribunal. As mensagens encontradas no celular de Vorcaro, conforme noticiado, citariam pagamentos a empresas ligadas ao magistrado — um elemento que elevou a tensão política e institucional nos últimos dias.
Fachin, por sua vez, reuniu ministros do STF para tratar desses elementos e dar ciência do conteúdo do documento. A relação entre Toffoli e fatos mencionados nas mensagens tem sido motivo de debate, com pedidos de suspeição e pressão política no Congresso para que ele se afaste da relatoria do caso.
O próprio Toffoli negou relação pessoal com Vorcaro e classificou como “ilações” as alegações de suspeição, embora tenha confirmado ter sido sócio de empresa familiar que vendeu participação em empreendimento ligado ao cunhado do banqueiro.



