Justiça italiana vê ‘grau máximo’ de risco de fuga para manter prisão de Carla Zambelli

Nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2025, a Corte de Apelação da Itália decidiu manter a prisão preventiva de Carla Zambelli, fundamentando-se especificamente no “grau máximo” de risco de fuga. Essa foi a justificativa central para negar os pedidos de substituição da prisão por medidas cautelares, como a prisão domiciliar ou liberdade provisória com tornozeleira eletrônica .
Razões que embasaram a decisão
1. Conduta anterior: A corte observou que Zambelli deixou o Brasil imediatamente após a condenação de 10 anos imposta pelo STF e viajou para Miami antes de chegar à Itália — onde não possui vínculos fortes .
2. Declarações públicas: Ela havia feito comentários claramente indicando intenção de evitar o cumprimento da pena, como afirmar que a Justiça brasileira não merecia confiança e que ela seria “intocável” na Itália .
3. Laudo médico: Ainda que a defesa tenha alegado problemas de saúde — incluindo depressão, síndrome de Ehlers-Danlos e distúrbios cardíacos — o laudo pericial determinou que sua condição está controlada e que os tratamentos necessários podem ser fornecidos no sistema prisional, não justificando a revogação .
Condenação e fuga: Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo STF por envolvimento na invasão ao sistema do CNJ e pela emissão de mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes. Cerca de 20 dias após a condenação — no final de maio de 2025 — ela fugiu do Brasil, circulou pelos EUA e acabou se estabelecendo na Itália .
Prisão na Itália: Ela foi detida em Roma no final de julho de 2025 após sua localização ter sido facilitada por informações fornecidas pelo deputado italiano Angelo Bonelli .
Processo de extradição: Permanece em curso o pedido de extradição feito pelo Brasil ao governo italiano. Ainda não há data definida para finalização — mas especialistas estimam que o processo pode durar de um a dois anos, dependendo da tramitação e eventuais recursos .



