Ex-presidente Bolsonaro é diagnosticado com hérnias inguinais bilaterais após ultrassom na prisão; defesa pede cirurgia

Ex-presidente Bolsonaro é diagnosticado com hérnias inguinais bilaterais após ultrassom na prisão; defesa pede cirurgia
Brasília — Exames de ultrassonografia realizados neste domingo (14) dentro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília identificaram a presença de hérnias inguinais bilaterais no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso na unidade. Segundo a defesa, os laudos indicam a necessidade de intervenção cirúrgica para correção do quadro clínico.
A realização dos exames foi autorizada na sexta-feira (12) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após pedido formal da defesa do ex-chefe de Estado. A autorização permitiu que um médico particular ingressasse na cela com um equipamento portátil de ultrassom para avaliar as regiões inguinais direita e esquerda — área próxima à virilha onde as hérnias foram detectadas.
De acordo com o advogado João Henrique Nascimento de Freitas, que representa Bolsonaro, a equipe médica que acompanhou os exames concluiu que o diagnóstico de duas hérnias inguinais exige cirurgia como tratamento definitivo. Nas redes sociais, ele informou que os resultados foram compartilhados pelos profissionais de saúde após a conclusão da ultrassonografia.
A defesa já protocolou no STF um pedido para que Bolsonaro seja autorizado a realizar o procedimento cirúrgico em ambiente hospitalar, citando risco de agravamento do quadro de saúde caso a intervenção não seja feita em tempo hábil. O documento também inclui solicitação de prisão domiciliar por motivos humanitários, alegando que o ambiente prisional pode ser inadequado para a recuperação pós-operatória.
O ministro Alexandre de Moraes também determinou que a Polícia Federal realize uma perícia médica oficial no prazo de 15 dias para atestar a necessidade e urgência da cirurgia. A decisão integra o trâmite legal antes de qualquer autorização definitiva para o procedimento.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal que trata da tentativa de golpe de Estado, cumprida em regime fechado na Superintendência da PF desde o fim de novembro.



