CPMI do INSS vai ouvir ex-ministros da Previdência Social desde 2015

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre fraudes no INSS, que investiga descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, aprovou nesta terça-feira (26 de agosto de 2025) seu plano de trabalho, definindo um recorte temporal que vai de 2015 a 2025 .
Convocações e Convites
Ministros da Previdência (convite): Todos que ocuparam a pasta desde o governo Dilma Rousseff serão convidados—entre eles, confirmados:
Carlos Eduardo Gabas (governo Dilma),
Miguel Rossetto (Dilma–Temer),
Onyx Lorenzoni (Bolsonaro),
José Carlos Oliveira (Bolsonaro),
Carlos Lupi (Lula)
Wolney Queiroz, atual ministro da Previdência .
O comparecimento é inicialmente facultativo. Se houver ausência, a CPMI poderá recorrer à convocação, que torna a presença obrigatória .
Ex-presidentes do INSS (convocação): Dez ex-presidentes que estiveram à frente do instituto entre 2012 e 2025 serão convocados:
Outros convocados
“Careca do INSS” (Antônio Carlos Camilo Antunes) e o empresário Maurício Camisotti, apontados pela Polícia Federal como operadores do esquema fraudulento que resultou em prejuízo estimado de R$ 6,3 bilhões, também foram convocados .
Outros alvos das apurações incluem:
Diretores de benefícios do INSS,
Presidentes da Dataprev,
Representantes de 41 entidades que tinham acordos de desconto diretamente na folha de pagamento dos benefícios,
Investigadores, como delegados da Polícia Federal e técnicos da CGU e Defensoria Pública .
Objetivos do plano de trabalho
A CPMI estruturou a investigação em seis eixos temáticos:
1. Mapeamento e modus operandi das fraudes.2. Identificação e responsabilização dos envolvidos.3. Avaliação dos impactos nas vítimas e no erário.4. Rastreio do fluxo do dinheiro.5. Análise de falhas institucionais e de controle.6. Propostas de prevenção e aperfeiçoamento legislativo .
O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), ressaltou que o objetivo é garantir segurança jurídica, proporcionalidade e celeridade nas investigações .
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), destacou que “todos os governos serão alvos da nossa apuração” e que o trabalho deve ser feito com “cautela e coragem” .
Cronograma e previsões
Primeira oitiva: começará com o delegado da PF, Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi, responsável pela investigação em curso .
Prazo: A CPMI funcionará inicialmente por 180 dias, com interrupções em períodos de recesso. O relatório final está previsto para ser apresentado em março de 2026 .



