Bolsonaro justifica arma durante prisão domiciliar: ‘Tinha três mulheres em casa

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou à Polícia Civil do Distrito Federal que mantinha uma arma de fogo em casa durante o cumprimento da prisão domiciliar porque “tinha três mulheres em casa” e, por isso, “não podia ficar desarmado”. A declaração foi dada em depoimento prestado no âmbito da investigação sobre a apreensão de uma pistola registrada em nome dele.
O caso ganhou novo desdobramento após um militar que atua na segurança de Bolsonaro ser parado em uma blitz no Distrito Federal portando a arma. Segundo a versão apresentada pelo ex-presidente, o armamento havia sido entregue ao segurança para passar por conserto, depois que ele próprio teria constatado uma falha na pistola.
Diante da informação, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou prazo de 48 horas para manifestação da Procuradoria-Geral da República e da defesa de Bolsonaro sobre a possível ocorrência de “falta grave” no cumprimento da prisão domiciliar. A avaliação se baseia na Lei de Execução Penal, que considera infração grave a posse indevida de instrumento capaz de ofender a integridade física de outra pessoa.
A defesa do ex-presidente sustenta que a arma está regularmente registrada em nome de Bolsonaro e argumenta que não houve determinação judicial para entrega do armamento ou cancelamento do registro. Os advogados afirmam ainda que não houve intenção de descumprir qualquer ordem judicial e defendem a manutenção da prisão domiciliar humanitária.
O episódio ocorre às vésperas do fim do prazo de 90 dias da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente por razões de saúde. Agora, caberá à PGR se manifestar sobre os desdobramentos do caso e sobre eventual impacto da apreensão da arma na situação processual de Bolsonaro.
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