Ucrânia diz que quer “paz de verdade, não apaziguamento” com a Rússia

Em meio aos esforços diplomáticos renovados para encerrar a guerra que já se arrasta há quase três anos, o governo da Ucrânia voltou a reforçar, nesta quarta-feira, que qualquer negociação com a Rússia deve garantir “paz de verdade, não apaziguamento”. A declaração veio do Ministério das Relações Exteriores ucraniano após novos apelos internacionais por diálogo entre Kiev e Moscou.
Segundo autoridades ucranianas, a posição do país segue inalterada: conversas só serão possíveis se houver compromisso russo com a retirada de tropas do território ucraniano e respeito total à soberania do país. “A Ucrânia não aceitará soluções que congelem o conflito ou legitimem a ocupação de nossas terras. Queremos uma paz justa e duradoura”, afirmou o porta-voz da diplomacia em nota.
O governo também criticou pressões externas que sugerem concessões territoriais como caminho para um acordo rápido. Para Kiev, propostas desse tipo equivalem a recompensar a agressão e criariam precedentes perigosos no cenário internacional.
A fala acontece em um momento de desgaste para ambos os lados, com o inverno se aproximando e intensificando as dificuldades no front. Apesar de sinais de cansaço entre aliados ocidentais, a Ucrânia insiste que a continuidade do apoio militar e econômico é essencial para manter a resistência.
Do lado russo, o Kremlin afirma estar aberto ao diálogo, mas mantém a exigência de que Kiev reconheça formalmente as regiões anexadas pela Rússia — um ponto considerado inaceitável pelos ucranianos.
Enquanto as frentes de batalha permanecem ativas, diplomatas dizem que as discussões devem se intensificar nos próximos meses, mas alertam que ainda não há sinais concretos de uma negociação iminente. A Ucrânia, por sua vez, reafirma que só aceitará um acordo que garanta segurança, soberania e a integridade territorial do país.



